1Amor1Ciclo

Desaprendemos a voar,
desaprendemos a subir.
Vazios de fôlego, de força,
Mas cheios de si…

Nos acostumamos com tantos movimentos, mas esquecemos do principal:
Caminhar na direção do improvável, dos limites da imaginação, crer nas verdades mais difíceis, não só quando estivermos no colchão. Mas principalmente, quando lançados ao chão.

Esquecemos que o vento está sempre soprando e mudando as coisas de lugar.
Não lembramos mais de casa, nem sentimos saudades do lar.

Desaprendemos a ir,
Desaprendemos a voltar…

Nos apaixonamos pelas letras que te dão nome, mas esquecemos o que Ele significa. Não as juntamos mais, usamos de acordo com nosso desejo.
Deixamos de pronuncia-lo,
Esquecemos de respirar…

Assim como o balão que flutua baixo pois não foi soprado em si o gás certo para que voasse, nosso vôo também tem sido baixo. Nosso fôlego não é mais de vida é de sobrevivência. Aceitamos uma realidade opressora por não deixar a humildade falar mais alto.

Nos tornamos sensíveis a outros sopros, não ao que nos deu vida. Deste, nos esvaziamos.

Não vemos mais milagres, nem nas coisas mais simples.
Não conseguimos mudar o mundo e aquilo que sabemos que nele está errado.

O Espírito que habita nestes vasos de barro não é mais santo.
Nós mesmos nos declaramos santos e dispensamos o Espírito.

Paramos de crescer,
Desaprendemos a voar.

Não ouvimos mais o Espírito.
Finalmente, deixamos a letra nos matar.

Luiz Felipe Queiroz

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